“Sentado, pensando em voce, sem saber o que pensar, modelando o cabelo, coçando a cabeça, duvidas em dimensões, certeza alguma, medo do futuro, medo de que voce seja a minha ultima chance, esperança que essa chance se torne realidade…”
Agora vou passar a refazer os posts antigos, ou que eu gosto muito, ou os que começam a fazer sentido…..
Wednesday, November 4, 2009
Saturday, August 22, 2009
Saturday, May 30, 2009
Um Amor
Um Sonho
Thursday, May 28, 2009
Uma Poesia
Me faz sentir coisas que nunca senti
Me provoca dores, me leva à lona.
Me faz guardar meus textos
Com muito zelo pra não desbotar
Chego a sentir um cheiro azul
Como os ventos do sul que vêm nos banhar.
Tem o poder de me fazer entender de amor
Amor com sal, sem ensaio, sem ensaiar
Em busca dessa sinestesia, saio à luz do dia e a ouço me despertar.
Se me corto com uma navalha
Meu sangue se espalha sobre a poesia
E num súbito instante de consciência
Enxugo sem paciência meus papeis, meu rosto, e a pia
Wednesday, May 27, 2009
Você não vai conseguir
me esquecer nem por um minuto, aliás você até pode me esquecer por uma noite inteira, mas no dia seguinte eu sou a dor que te doi, sou a saudade que te incomoda, sou o riso que você lembra, e o choro que te desperta.
É melhor desistir. E vir me procurar logo, pra gente acabar de uma vez por todas com essa angústia, você é melhor comigo, e eu não sou nada sem você.
Desista de desistir do nosso amor.
“Não existe o amor, apenas provas de amor.”Sunday, May 24, 2009
Filhas de boa família:
Uma chamada Marina
A outra chamada Marília.
Os dezoito da primeira
Eram brejeiros e finos
Os vinte da irmã cabiam
Numa mulher pequenina.
Sem terem nada de feias
Não chegavam a ser bonitas
Mas eram meninas-moças
De pele fresca e macia.
O nome ilustre que tinham
De um pai desaparecido
Nelas deixara a evidência
De tempos mais bem vividos.
A mãe pertencia à classe
Das largadas de marido
Seus oito lustros de vida
Davam a impressão de mais cinco.
Sofria muito de asma
E da desgraça das filhas
Que, posto boas meninas
Eram tão desprotegidas
E por total abandono
Davam mais do que galinhas. Casa de porta e janela
Era a sua moradia
E dentro da casa aquela
Mãe pobre e melancolia.
Quando à noite as menininhas
Se aprontavam pra sair
A loba materna uivava
Suas torpes profecias.
De fato deve ser triste
Ter duas filhas assim
Que nada tendo a ofertar
Em troca de uma saída
Dão tudo o que têm aos homens:
A mão, o sexo, o ouvido
E até mesmo, quando instadas
Outras flores do organismo. Foi assim que se espalhou
A fama das menininhas
Através do que esse disse
E do que aquele diria.
Quando a um grupo de rapazes
A noite não era madrinha
E a caça de mulher grátis
Resultava-lhes maninha
Um deles qualquer lembrava
De Marília e de Marina
E um telefone soava
De um constante toque cínico
No útero de uma mãe
E suas duas filhinhas.
Oh, vida torva e mesquinha
A de Marília e Marina
Vida de porta e janela
Sem amor e sem comida
Vida de arroz requentado
E média com pão dormido
Vida de sola furada
E cotovelo puído
Com seios moços no corpo
E na mente sonhos idos! Marília perdera o seu
Nos dedos de um caixeirinho
Que o que dava em coca-cola
Cobrava em rude carinho.
Com quatorze apenas feitos
Marina não era mais virgem
Abrira os prados do ventre
A um treinador pervertido.
Embora as lutas do sexo
Não deixem marcas visíveis
Tirante as flores lilases
Do sadismo e da sevícia
Às vezes deixam no amplexo
Uma grande náusea íntima
E transformam o que é de gosto
Num desgosto incoercível. E era esse bem o caso
De Marina e de Marília
Quando sozinhas em casa
Não tinham com quem sair.
Ficavam olhando paradas
As paredes carcomidas
Mascando bolas de chicles
Bebendo água de moringa.
Que abismos de desconsolo
Ante seus olhos se abriam
Ao ouvirem a asma materna
Silvar no quarto vizinho!
Os monstros da solidão
Uivavam no seu vazio
E elas então se abraçavam
Se beijavam e se mordiam
Imitando coisas vistas
Coisas vistas e vividas
Enchendo as frondes da noite
De pipilares tardios.
Ah, se o sêmem de um minuto
Fecundasse as menininhas
E nelas crescessem ventres
Mais do que a tristeza íntima!
Talvez de novo o mistério
Morasse em seus olhos findos
E nos seus lábios inconhos
Enflorescessem sorrisos.
Talvez a face dos homens
Se fizesse, de maligna
Na doce máscara pensa
Do seu sonho de meninas! Mas tal não fosse o destino
De Marília e de Marina.
Um dia, que a noite trouxe
Coberto de cinzas frias
Como sempre acontecia
Quando achavam-se sozinhas
No velho sofá da sala
Brincaram-se as menininhas.
Depois se olharam nos olhos
Nos seus pobres olhos findos
Marina apagou a luz
Deram-se as mãos, foram indo
Pela rua transversal
Cheia de negros baldios.
Às vezes pela calçada
Brincavam de amarelinha
Como faziam no tempo
Da casa dos tempos idos.
Diante do cemitério
Já nada mais se diziam.
Vinha um bonde a nove-pontos…
Marina puxou Marília
E diante do semovente
Crescendo em luzes aflitas
Num desesperado abraço
Postaram-se as menininhas.
Foi só um grito e o ruído
Da freada sobre os trilhos
E por toda parte o sangue
De Marília e de Marina.
Friday, May 22, 2009
Friday, May 15, 2009
Sunday, May 10, 2009
ainda hei de ouvir, seus passos de volta, volta e meia sambando
Ah, ainda hei de cantar as mais belas canções pra te ninar
ainda hei de saber o tom certo de voz pra te despertar
Ainda hei de sentir o cheiro do seu cabelo, e respirar o ar do teu hálito matinal
Sei que virá o dia, e que nesse dia será o meu carnaval
Haverá o dia em que a nossa alegria será uma só,
E não será tudo perfeito, mas será do jeito que um dia sonhei
Voce vai estar linda, e vejo mais ainda, nesse lindo dia, não sairá o sol…